segunda-feira, 8 de agosto de 2011


Drogasil e Droga Raia confirmam fusão para criar líder do setor

Raia Drogasil será 7º maior grupo varejista do país, diz comunicado.
Associação precisa ser aprovada por órgãos de defesa da concorrência.

Do G1, em São Paulo
As redes de drogarias Drogasil e Droga Raia confirmaram nesta terça-feira (2) que firmaram um acordo de associação entre as duas empresas. Na semana passada, as redes já haviam informado que estavam em negociações. A nova companhia vai se chamar Raia Drogasil e contempla a totalidade dos acionistas das duas empresas.
O capital da nova empresa, que será listada no Novo Mercado da Bovespa, ficará nas mãos dos atuais acionistas da Drogasil, na proporção de 57%, e os restantes 43% ficarão com os acionistas da Droga Raia (43%).
"Com R$ 4,1 bilhões de receita bruta, R$ 224 milhões de Ebtida nos 12 meses encerrados em 31 de março de 2011 e uma rede com mais de 700 drogarias em nove estados, que representam 78% do mercado farmacêutico brasileiro, a Raia Drogasil surge como sétimo maior grupo varejista do País e líder absoluta do varejo farmacêutico brasileiro, com uma participação combinada de mercado de 8,3%", diz o comunicado. A nova companhia vai seguir operando as duas marcas – Droga Raia e Drogasil.
Claudio Roberto Ely exercerá o cargo de diretor-presidente da nova empresa e Antônio Carlos Pipponzi será o chairman executivo do Conselho de Administração.
O acordo de associação entre Drogasil e Droga Raia  já foi validado pelos Conselhos de Administração das duas companhias,  mas agora precisa ser submetido à apreciação das autoridades brasileiras de defesa da concorrência - Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Secretaria de Direito Econômico (SDE) e Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE).
A Drogasil ocupa a vice-liderança entre as redes de drogarias nacionais, seguida pela Raia. Em junho do ano passado, a Drogaria São Paulo adquiriu a rede Drogão, dando origem à maior rede farmacêutica paulista e nacional.

China pode lançar miniestação espacial até o fim do ano

Módulo servirá de preparação para a construção da verdadeira estação espacial chinesa prevista para a próxima década

Enquanto os países mais ricos do mundo trabalham em conjunto para conquistar o espaço, a China prefere caminhar sozinha e já planeja lançar a sua própria estação espacial ainda este ano.
Batizada de Tiangong-1, (Palácio Celestial, em chinês), ela funcionará como uma miniestação espacial e passará dois anos em órbita da Terra.
Com cerca de 8,5 toneladas, o módulo será bem menor que a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e menor até do que a antiga estação russa MIR.
Na realidade, a Tiangong-1 é apenas uma missão preparatória para a construção da estação espacial chinesa definitiva, prevista para entrar em órbita entre 2020 e 2022.
O objetivo principal do projeto é realizar a primeira atracação automática de duas naves chinesas não-tripuladas, manobra essencial para a construção de uma estação espacial mais complexa.
A Tiangong-1 será visitada inicialmente pela nave Shenzhou-8 e, se tudo der certo, duas naves Shenzhou tripuladas se unirão à Tiangong 1 em 2012.
Até 2015, outras duas miniestações serão lançadas no espaço – a primeira terá uma missão de 20 dias e a segunda será capaz de abrigar três taikonautas (como são chamados os astronautas do país) por até 40 dias.
O próximo passo do ambicioso projeto acontece somente entre 2020 e 2022, quando os chineses concluírem seu lançador de alta capacidade capaz de colocar em órbita elementos mais pesados para a construção de sua futura estação.